O que o modelo contém
Uma conversão não é um projeto que termina no go-live — termina quando a janela de congelamento fecha e os saldos batem. As barras abaixo colocam os ensaios de cutover e o congelamento onde eles de fato ficam:
- Decisão do caminho e prontidão — Relatórios de readiness check, análise dos simplification items, a decisão brownfield versus greenfield em si, dimensionamento, e o desenho da paisagem de destino. Marco: caminho de conversão aprovado.
- Preparação e remediação de código próprio — A parte de uma conversão que ninguém dimensiona direito: análise do código Z contra a base de simplificação, ondas de remediação, aposentadoria de código obsoleto, e a preparação do modelo de dados de finanças de que a conversão depende. Aqui também entra o add-on de localização brasileira: notas fiscais eletrônicas, SPED e as obrigações acessórias precisam ser revistos objeto a objeto, porque é o ponto em que uma conversão tecnicamente limpa fica impedida de emitir. Marco: remediação de código concluída.
- Conversão de sandbox e desenvolvimento — A primeira conversão técnica sobre uma cópia sandbox, o tempo de execução que ela revela, e depois os ambientes de desenvolvimento e de qualidade, com adaptação funcional e teste unitário atrás de cada um. Marco: ambiente de qualidade convertido.
- Ciclos de teste — Testes funcionais, de integração, de interface, de autorizações e de desempenho, mais o ciclo de defeitos, rodando contra um ambiente de qualidade convertido, e não contra uma construção nova. Reserve um ciclo próprio para emissão fiscal e transmissão de arquivos aos fiscos, ponta a ponta. Marco: saída do teste integrado aprovada.
- Ensaios de cutover e ensaio geral — Três ensaios de cutover sobre volumes de dados de produção, cada um cronometrado e cada um encurtando o runbook, e então o ensaio geral que dá o go/no-go. Marco: decisão de go/no-go no ensaio geral.
- Congelamento, cutover e hipercuidado — A janela de congelamento do negócio, a conversão de produção em si, validação e conciliação, liberação para o negócio, e o período de hipercuidado antes da devolução ao suporte. Marco: saída do hipercuidado.
Como adaptar
- Se o seu caso for implantação nova, e não conversão, apague as fases de remediação e de ensaio de cutover e reconstrua em torno do desenho de processos — os formatos são realmente diferentes.
- Fixe primeiro o fim de semana do cutover de produção e conte para trás; os ensaios de cutover são a única estimativa confiável de quanto tempo isso leva.
- Divida a remediação de código próprio em ondas por dono do objeto, e não por quantidade de objetos, para que as barras correspondam a quem de fato faz o trabalho.
- Alongue a janela de congelamento se você tiver volume alto de transações no fechamento, e evite rodar o cutover atravessando virada de período fiscal.
- Acrescente linhas para cada interface e sistema satélite — conversões costumam quebrar as integrações antes de quebrar o próprio SAP.
- Trate a localização brasileira como frente própria, com barras para as notas fiscais eletrônicas, os blocos do SPED e a integração com o middleware fiscal; ela raramente se comporta como o resto do código Z.
- Acrescente um quarto ensaio de cutover se o terceiro ainda não tiver terminado dentro da janela disponível.
Dicas de cronograma
- Rode o primeiro ensaio de cutover cedo e mal. A função dele é descobrir o que falta no runbook, e não dar certo. Os ensaios seguintes é que precisam parecer limpos.
- Triagem do relatório de prontidão, não contagem. Mil ocorrências podem ser duas semanas de trabalho ou seis meses, e só a triagem diz qual dos dois.
- Trate o ensaio geral como portão de verdade. Se o ensaio não termina dentro da janela planejada, o cutover de produção também não vai terminar — é exatamente para isso que ele existe.
- Congele o negócio, e não só o sistema. Publique o que as pessoas podem e não podem fazer em cada dia da janela, bastante antes de ela começar.
- Concilie antes de liberar. Saldos contábeis, partidas em aberto e quantidades de estoque validados contra os números pré-conversão são o critério real de go-live, e não uma tela verde.
- Prove a emissão fiscal antes de liberar o faturamento. Sistema convertido que não consegue autorizar uma nota fiscal eletrônica no ambiente de produção da SEFAZ é uma parada de faturamento, e é o tipo de coisa que só aparece com uma nota real.
Modelos relacionados
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Este modelo está em português. Páginas relacionadas ainda não traduzidas abrem em inglês.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva uma migração para SAP S/4HANA?
Uma conversão de sistema costuma levar de doze a vinte meses, dependendo do volume de código próprio e do número de interfaces. O modelo usa cerca de dezesseis meses. Implantações novas variam muito mais, porque o cronograma é comandado pelo desenho de processos, e não pela remediação.
Qual a diferença entre brownfield e greenfield?
Brownfield é conversão de sistema: você mantém configuração, histórico e código próprio existentes e converte o ambiente no lugar. Greenfield é uma implantação nova para dentro da qual você migra dados selecionados. Cronogramas brownfield são dominados por remediação de código e ensaios de cutover; cronogramas greenfield são dominados por desenho de processos e gestão da mudança. Este modelo mostra o caminho brownfield.
Como isso se diferencia do cronograma de implantação de ERP?
O cronograma de implantação de ERP pressupõe que você está selecionando e implantando um sistema do zero — escolha de fornecedor, desenho de processos, parametrização, migração de dados e treinamento. Este plano pressupõe que o SAP já roda e que você está convertendo, então as fases pesadas são remediação de código próprio e ensaios repetidos de cutover.
O que a localização brasileira acrescenta ao plano?
Uma frente inteira. Nota fiscal eletrônica de produto e de serviço, os blocos do SPED fiscal e contábil, a apuração de tributos e o middleware que conversa com a SEFAZ costumam ter código próprio antigo e forte acoplamento a tabelas que a conversão mexe. Reserve barras específicas de análise, remediação e teste ponta a ponta de emissão fiscal, e coloque o calendário das obrigações acessórias ao lado da data escolhida para o cutover.
Quantos ensaios de cutover eu preciso?
Três é o número usual de planejamento e o modelo usa três, seguidos de um ensaio geral. Cada um roda o runbook completo sobre volumes de produção e é cronometrado; se o terceiro ainda estourar a janela disponível, acrescente um quarto em vez de comprimir o de verdade.
Quanto tempo deve durar o congelamento do negócio?
Mais do que o cutover técnico. Lançamentos, alterações de dados mestres e encerramento de transações em aberto normalmente congelam vários dias antes de a conversão começar e continuam congelados até a conciliação passar. Use os tempos dos seus ensaios de cutover para dimensioná-lo, em vez de chutar, e comunique ao negócio com semanas de antecedência.
O modelo de migração para SAP S/4HANA é gratuito?
Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.