O que o modelo contém
Todo outro projeto pergunta quando vai terminar. Uma produção teatral já sabe, com hora marcada, e descobre o que precisa ser verdade até lá. O modelo é construído nessa direção:
- Desenvolvimento, direitos e viabilização, A data da estreia e a reserva do teatro, direitos autorais da obra e a autorização do autor ou do representante, o projeto de captação, inscrição, aprovação e captação pela Lei Rouanet ou por edital, que tem calendário próprio e independente do seu, e a equipe criativa, e então o retroplanejamento acordado a partir da data fixa. Marcos: recursos captados, produção aprovada.
- Elenco e projeto cenográfico, Perfil dos personagens e recebimento de material, testes e retestes, propostas e contratação com registro profissional e enquadramento sindical, a maquete branca, e a apresentação da maquete final, que libera a oficina. Marcos: elenco contratado, cenografia aprovada.
- Construção e sala de ensaio, Construção e pintura do cenário na oficina, confecção e provas de figurino, as semanas de sala de ensaio com passagens completas, e os mapas de luz e de som rascunhados sobre a marcação do chão. Marco: passagem para a produção.
- Montagem no teatro, Desmontagem da produção anterior, rigging na casa vazia, a montagem propriamente dita, comissionamento de automação e varas, foco de luz e ajuste de som na sala. Marco: palco disponível para a companhia.
- Semana técnica, Ensaio de marcação no palco, ensaio técnico ato a ato, notas e remarcação das trocas de cenário, e dois ensaios gerais, o gargalo que não pode ser estendido porque o teatro está reservado. Marco: primeira plateia.
- Pré-estreias, estreia e temporada, Sessões de pré-estreia com ensaios de retrabalho durante o dia entre elas, o congelamento do espetáculo, a estreia na data contratada, crítica e recorte do material de divulgação, e então a temporada sob a direção de palco. Marco: estreia.
Quem usa este modelo
Diretores de palco, produtores de teatro e gerentes de produção usam isto para agendar de trás para frente a partir da noite de estreia. Trabalhando ao contrário pelo elenco, pelas semanas de ensaio, pela montagem, pela semana de produção, pelos ensaios com figurino e pelas pré-estreias, ele mantém alinhados a sala de ensaio e o tempo técnico de palco, para que a estreia chegue pronta em vez de mal ensaiada.
Como adaptar
- Fixe primeiro a data da estreia e depois arraste tudo para antes dela. Se o retroplanejamento não couber, a correção é a montante, cenário menor, elenco fechado mais cedo, mais semanas de sala, e nunca uma semana técnica mais curta.
- Ajuste as semanas de sala de ensaio ao seu acordo com a companhia; de quatro a seis semanas é comum, e a cobertura de substitutos tem que caber dentro disso.
- Alongue ou encurte as barras de montagem conforme o seu teatro. Uma casa em repertório que entrega o palco no domingo é uma restrição completamente diferente de um teatro vazio que você tem por quinze dias.
- Divida o ensaio técnico por atos, e acrescente barra separada para automação ou voo cênico, se o espetáculo tiver, são as sequências que comem tempo de técnico.
- Acrescente barra para os ensaios de retrabalho diurnos entre as pré-estreias. Pré-estreia não é só sessão; é a última chance de mudar o espetáculo, e esses ensaios são trabalho programado de verdade.
- Marque a aprovação da cenografia como marco duro. A oficina não começa sem ela, e cada dia de atraso sai direto do tempo de pintura e de prova de encaixe do outro lado.
- Coloque a licença do ECAD e a verificação do AVCB do teatro como barras com data e responsável, à frente da primeira sessão paga, nenhuma das duas anda sozinha, e a segunda depende da casa, não de você.
- Se a produção depender de lei de incentivo, ponha inscrição, aprovação, captação e prestação de contas como barras próprias. O calendário do edital não se ajusta ao seu, e a prestação de contas continua depois de encerrada a temporada.
Dicas de cronograma
- Aprove a cenografia cedo o bastante para a oficina construir com calma. Maquete apresentada tarde não adia a estreia, só faz o cenário chegar sem pintura e a montagem invadir o técnico.
- Proteja a passagem para a produção. É o último momento em que o espetáculo é visto inteiro antes de o teatro engolir a atenção de todo mundo, e cortá-la para comprar um dia de ensaio quase sempre é mau negócio.
- Marque luz e som a partir da sala de ensaio, e não do palco. Tudo que os criadores conseguirem decidir antes da montagem é tempo comprado de volta no técnico, onde uma hora vale muito mais.
- Não ponha a companhia no palco antes de a montagem estar de fato terminada. Ensaio de marcação dividindo o palco com equipe ainda montando é mais lento do que esperar, e é onde acontecem os acidentes.
- Trate as pré-estreias como parte do processo de ensaio. Marque os ensaios diurnos, orce as horas extras, e decida com antecedência qual sessão é o congelamento, para que a companhia saiba quando as mudanças param.
- Mantenha o mapa de figurino e de troca rápida no cronograma. Troca de figurino é a parte mais subensaiada da semana técnica, e é o que falha visivelmente diante da primeira plateia.
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Perguntas frequentes
Como se monta um cronograma de produção teatral?
De trás para frente, a partir da estreia. Fixe a data e depois calcule o início mais tarde possível das pré-estreias, da semana técnica, da montagem, dos ensaios, da construção, da cenografia e da seleção de elenco. O modelo é disposto nessa ordem para manter a restrição visível.
O que é a semana técnica?
A semana entre a chegada da companhia ao palco e a primeira plateia: marcação, ensaios técnicos, notas e ensaios gerais. É o ponto de aperto onde pousa todo atraso anterior, e é limitada dos dois lados pela reserva do teatro.
Quanto tempo dura um período normal de ensaios?
De quatro a seis semanas em sala de ensaio é típico para uma peça, e musicais costumam pedir mais. O modelo usa seis semanas, incluindo passagens, mas isso deve ser ajustado ao seu acordo com a companhia e ao porte do espetáculo.
Que autorizações precisam estar no cronograma?
Três costumam ser esquecidas até tarde. A cessão de direitos da obra e da tradução, que vem do autor ou do representante. A licença do ECAD para a execução de música, que é solicitada por espetáculo e por temporada e cobrada sobre a bilheteria. E o AVCB do teatro, que é do teatro e não seu, mas precisa estar válido para a casa receber público, confirme a validade quando reservar, não na semana da estreia.
Dá para esticar a semana técnica se estivermos atrasados?
Quase nunca. O teatro está reservado, as pré-estreias estão à venda e a estreia está contratada, então o tempo de palco é fixo. A recuperação tem que vir da sala de ensaio, da oficina ou da aprovação da cenografia, todas anteriores.
O modelo de cronograma de produção teatral é gratuito?
Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.