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Plano de recuperação de desastres

Um modelo gratuito de plano de recuperação de desastres que trata a entrega como um plano testado, e não como um documento. A análise de impacto no negócio e as metas de RTO e RPO definem a arquitetura, a arquitetura define a construção, e a metade final do cronograma é a sequência de testes, exercício de mesa, depois contingência parcial, depois uma contingência total com validação pelo negócio, cada uma exigindo a sua própria janela de mudança e o seu próprio caminho de volta.

Prévia do modelo com as fases em uma linha do tempo

O que o modelo contém

Um plano de recuperação não testado é uma hipótese. O cronograma abaixo é moldado pela sequência crescente de testes, porque cada teste custa uma janela de mudança e cada um encontra coisas que o anterior não conseguiria:

Quem usa este modelo

Líderes de resiliência de TI, equipes de infraestrutura e gestores de continuidade de negócios usam esta linha do tempo para construir e comprovar a capacidade de recuperação. Ela vai da análise de impacto no negócio e das metas de RTO/RPO à construção da replicação e dos runbooks, passando por testes de mesa, parciais e de failover completo, garantindo que a organização consiga se recuperar de fato dentro das metas, e não só no papel.

RTO e RPO não são aspirações, são uma fatura. Um RPO de quinze minutos significa replicação síncrona ou quase síncrona e o custo de storage que vem junto; um RTO de quatro horas significa infraestrutura morna parada sem fazer nada. Acorde os números com o negócio antes de desenhar qualquer coisa, depois mostre quanto custa cada camada e deixe que revisem. Times que definem as metas depois da arquitetura acabam com um plano que recupera mais devagar do que foi prometido ao negócio, e ninguém descobre isso até o teste de contingência.

Como adaptar

  1. Defina RTO e RPO por serviço, e não por organização, um serviço de pagamentos e uma wiki interna não devem dividir a mesma camada.
  2. Reserve as duas janelas de mudança cedo; a janela da contingência total normalmente exige aprovação da diretoria e um período de baixo movimento, que são restrições de calendário, não técnicas.
  3. Mantenha a linha de retorno ao lado de cada teste, um teste sem caminho de volta ensaiado é uma indisponibilidade esperando um dia ruim.
  4. Acrescente linhas por camada de aplicação se você vai acionar a contingência em grupos, e não tudo de uma vez.
  5. Alongue a janela de correção depois do teste parcial; é ali que aparece a maior parte das constatações de verdade.
  6. Coloque o reteste anual como linhas com data, para que o plano não vença silenciosamente doze meses depois da aprovação.

Dicas de cronograma

Este modelo está em português. Páginas relacionadas ainda não traduzidas abrem em inglês.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva construir e testar um plano de recuperação de desastres?

Normalmente de nove a quinze meses da análise de impacto até um plano testado e aprovado. O modelo usa cerca de quinze meses. A construção é previsível; o que estica é a sequência de testes no fim, porque cada teste precisa de uma janela de mudança e de um ciclo de correção depois.

Qual a diferença entre RTO e RPO?

RTO é quanto tempo você pode ficar fora do ar, o prazo para restabelecer o serviço. RPO é quanto dado você pode perder, a idade da última cópia utilizável. O RTO puxa a infraestrutura em espera, o RPO puxa a frequência de replicação, e juntos eles determinam a maior parte do custo do plano.

Por que três testes e não um?

Porque encontram coisas diferentes. Um exercício de mesa encontra lacunas no runbook e na cadeia de decisão pelo preço de uma sala de reunião. Uma contingência parcial encontra falhas técnicas com raio de impacto limitado. Uma contingência total com validação do negócio é a única coisa que comprova o RTO. E cada um precisa que o anterior já tenha sido corrigido.

Precisamos de janela de mudança para os testes?

Para a contingência parcial e a total, sim, elas movem tráfego de produção e carregam risco real. Abra a GMUD com retorno ensaiado e critério de aborto definido. O exercício de mesa não precisa de janela, e é exatamente por isso que ele deve ser esgotado primeiro.

Como isso se relaciona com continuidade de negócios?

Recuperação de desastres é o subconjunto de tecnologia: restabelecer sistemas e dados. Continuidade de negócios é mais ampla e cobre pessoas, instalações e processos. Este modelo cobre o lado de tecnologia, embora as linhas de comunicação de crise e de declaração sejam compartilhadas com qualquer plano de continuidade que você mantenha. Em setores regulados, vale conferir também as exigências específicas do seu regulador, na área financeira, por exemplo, a política de segurança cibernética e os requisitos de contratação de nuvem definidos pelo Banco Central.

O modelo de recuperação de desastres é gratuito?

Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.

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