O que o modelo contém
Uma ampliação não é um projeto com seis fases; é uma sequência de interdições negociadas dentro de uma operação viva. O modelo mantém a restrição operacional visível em todas as fases:
- Planejamento, interface operacional e autorizações, Modelagem de fluxo de passageiros, acordo com companhias aéreas e empresas de handling, estratégia de faseamento e de interdições, autorização da ANAC para alteração das características físicas do aeródromo, análise do DECEA para guindastes e obstáculos, e o processo de credenciamento dos contratados. Marco: calendário de interdições acordado.
- Projeto e obras preliminares, Estudo preliminar e projeto executivo, projeto de segurança contra incêndio para aprovação do Corpo de Bombeiros, linhas de tapume e sinalização provisória, remanejamento de utilidades e as rotas provisórias de passageiros que precisam existir antes de qualquer coisa fechar. Marco: obras preliminares concluídas.
- Interdição 1, ampliação do píer, Tapumes erguidos, reconfiguração de pátio e posições de estacionamento de aeronaves, estrutura e vedação do píer, pontes de embarque e salas de embarque, e devolução das posições à operação. Marco: posições devolvidas à operação.
- Interdição 2, inspeção de segurança e check-in, Canais provisórios de inspeção comprovados primeiro na hora-pico, depois demolição do check-in, novas ilhas, montagem do canal central de inspeção e obras nas áreas de Polícia Federal, Receita Federal e ANVISA.
- Bagagem e integração de sistemas, Instalação do sistema de tratamento de bagagens, inspeção de bagagem despachada, testes de triagem e destinação, painéis de voo e sonorização, CFTV e controle de acesso, e os sistemas compartilhados de check-in das companhias. Marco: integração de sistemas concluída.
- ORAT, ensaios e virada, Prontidão operacional, familiarização das equipes, operação assistida com passageiros voluntários, simulados de abandono, vistoria dos órgãos anuentes e a virada de madrugada. Marco: operação plena.
Quem usa este modelo
Gerentes de programa aeroportuário, empreiteiras de aviação e equipes de prontidão operacional (ORAT) recorrem a este plano ao ampliar ou reformar um terminal em funcionamento. Ele sequencia interdições faseadas, tapumes, autorizações no lado ar, capacidade de inspeção de segurança e sistemas de bagagem em torno da operação corrente, coordenando a transição para que os passageiros continuem circulando enquanto a obra avança com segurança.
Como adaptar
- Substitua as duas interdições pelas suas, e dê a cada uma datas de início e fim acordadas com a operação do aeroporto, e não com a construtora.
- Ajuste as janelas de interdição à sua baixa temporada real e olhe a previsão de movimento, não a do ano passado, uma interdição dimensionada para maio não cabe em julho.
- Acrescente uma linha de emissão de credenciais por leva de trabalhadores; a verificação de antecedentes para acesso à área restrita tem prazo próprio e já travou mais mobilizações do que falta de material.
- Insira uma barra de trabalho noturno onde o serviço não puder ocorrer em horário de operação, e dimensione as escoltas que vêm junto.
- Divida o teste do sistema de bagagens em instalação, integração e teste de volume e triagem; o último é o que encontra os problemas e é justamente o que é espremido.
- Marque como marcos o calendário de interdições, a devolução das posições, a comprovação de capacidade de inspeção, a integração de sistemas e a operação plena.
Dicas de cronograma
- O calendário de interdições é o programa. Depois que operação, companhias aéreas e empresas de handling assinam, a sequência construtiva é derivada dele, e não o contrário.
- Construa a rota provisória antes de precisar dela e percorra-a com carga real de passageiros. Uma sinalização provisória que fica ótima em planta falha às seis da manhã com um voo internacional cheio e uma família com três carrinhos.
- Trate o acesso ao lado ar como um recurso com prazo de obtenção. Credenciais, escoltas, permissões de condutor no pátio e vistoria de veículos levam semanas, e uma equipe escoltada rende uma fração de uma equipe do lado terra, coloque isso nas durações.
- Não deixe a integração da bagagem começar depois do prédio pronto. Um sistema de bagagens é uma máquina com curva longa de testes; triagem e reconciliação exigem meses e estão no caminho crítico da abertura.
- Faça uma operação assistida de verdade, com passageiros voluntários. Ela revela os estrangulamentos de fila, as lacunas de painel de voo e a falta de pessoal que nenhum teste de sistema revela, e sai muito mais barato do que descobrir isso no primeiro dia.
- Planeje a virada como uma operação noturna com ponto de aborto. Defina antes em que estado o terminal precisa estar até determinada hora para a virada seguir, e para o que você volta se não estiver.
Modelos relacionados
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Perguntas frequentes
Quanto tempo leva ampliar um terminal aeroportuário?
Ampliações faseadas de um terminal em operação costumam levar de dois a quatro anos, porque a obra é entregue em interdições negociadas e não de forma contínua. O modelo usa um programa de cerca de dois anos, que você estende acrescentando interdições.
O que é ORAT e quando deve começar?
Operational readiness and airport transfer, a prontidão operacional e transferência para a operação, cobrindo procedimentos, dimensionamento de pessoal, familiarização e ensaios. Deve começar com a obra ainda correndo, tipicamente de seis a nove meses antes da abertura, e não depois do recebimento.
Como manter a capacidade de inspeção de segurança durante a obra?
Comissione os canais provisórios primeiro e comprove-os na hora-pico antes de encostar na área de inspeção existente. O modelo transforma essa comprovação em um marco que libera a segunda interdição.
Por que obras no lado ar demoram mais do que as mesmas obras no lado terra?
Credenciamento, escoltas, permissões de veículo, horários restritos e disponibilidade de posições reduzem a produtividade efetiva. Planeje durações no lado ar bem acima do mesmo escopo no lado terra e acrescente uma barra de credenciamento.
Qual a diferença para um terminal novo?
Um terminal novo não tem passageiros a proteger e pode ser sequenciado pela eficiência construtiva. Este modelo é organizado em torno de interdições, rotas provisórias e capacidade preservada, que é exatamente o que torna uma ampliação mais lenta.
O modelo de ampliação de terminal é gratuito?
Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.