O que o modelo contém
Um terminal de contêineres são três projetos dividindo o mesmo canteiro: uma obra marítima, uma obra civil e um projeto de sistemas. O modelo mantém os três visíveis como frentes separadas, porque são restringidos por coisas completamente diferentes:
- Estudos e licenças — Levantamento batimétrico e geotécnico, estudo de impacto ambiental, licenças de dragagem e de área de despejo junto ao órgão ambiental e à autoridade marítima, e a anuência da ANTAQ. Marco: licença de dragagem emitida.
- Dragagem e aterro — Dragagem de aprofundamento dentro da janela climática sazonal, despejo na área licenciada, aterro hidráulico, e o período de sobrecarga e recalque que ninguém consegue encurtar.
- Cais e berço — Estaqueamento ou lançamento de caixões, viga de coroamento, defensas e cabeços, e a dragagem do berço até a profundidade de projeto. Marco: berço disponível.
- Trilhos e pátio — Melhoria do solo, vigas e trilhos dos portêineres, pavimentação do pátio, drenagem, torres de iluminação, tomadas de contêiner refrigerado e o complexo de gate.
- Portêineres e equipamentos — Fabricação dos guindastes, a viagem do navio de carga pesada e sua janela de atracação, descarga, montagem, ensaio de carga e entrega dos equipamentos de pátio. Marco: guindastes aceitos.
- TOS e início de operação — Configuração do sistema operacional do terminal, integração do gate e do OCR, cobertura de rede e rádio, treinamento, escala de teste com um navio e a abertura comercial. Marco: primeiro navio comercial.
Como adaptar
- Coloque a campanha de dragagem dentro da janela sazonal real da sua costa, depois confira se o volume de fato cabe nela à taxa de produção da draga.
- Alongue a barra de sobrecarga e recalque para o que o relatório geotécnico exigir; é um processo físico, e pressão de cronograma não o altera.
- Acrescente uma linha por guindaste se eles chegarem em viagens separadas, e marque cada chegada de navio como marco.
- Divida o pátio em módulos se a operação vai entrar progressivamente em vez de abrir o terminal inteiro de uma vez.
- Antecipe as linhas de integração do TOS — o trabalho de software não depende de concreto e é rotineiramente iniciado tarde demais.
- Marque licença de dragagem, berço disponível, guindastes aceitos e primeiro navio comercial como marcos; são as quatro datas que o poder concedente acompanha.
Dicas de cronograma
- As licenças condicionam a dragagem, e a dragagem condiciona tudo que é marítimo. O licenciamento da área de despejo, em particular, é um processo longo de terceiros sem acelerador, e por isso deve começar antes de o projeto estar concluído.
- Não sobreponha a chegada do navio de guindastes à conclusão do cais. Os trilhos precisam ser levantados, alinhados e provados sob carga antes de um portêiner poder ser caminhado para terra, e esse levantamento é uma predecessora rígida.
- Programe o recalque, não o presuma. Terreno aterrado sob um pátio de contêineres precisa de um período monitorado de sobrecarga; pavimentar cedo demais produz um pátio que falha em dois anos.
- Comece a configuração do TOS durante a obra civil. Sistemas de terminal precisam de cadastros mestres, layout de pátio, regras de gate e interfaces com armadores e com a Receita — nada disso depende de a pavimentação estar pronta.
- Planeje uma escala de teste. Uma atracação ensaiada com um armador parceiro encontra os problemas de gate, guindaste, TOS e mão de obra que uma primeira escala comercial encontraria caro.
- Estabeleça a linha de base no berço disponível. As obras marítimas carregam a maior faixa de incerteza do projeto; existindo o berço, o programa terrestre fica muito mais previsível e vale ser acompanhado contra uma linha de base fixa.
Modelos relacionados
- Modelo de cronograma de obra (gráfico de Gantt)
- Cronograma de construção de ponte
- Cronograma de construção naval
- Ver todos os modelos de gráfico de Gantt
Este modelo está em português. Páginas relacionadas ainda não traduzidas abrem em inglês.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva construir um terminal de contêineres?
Um terminal novo em área virgem costuma levar de 3 a 5 anos da licença ao primeiro navio comercial, com dragagem, recalque do aterro e entrega dos guindastes definindo o limite superior. O modelo usa um cronograma de cerca de três anos que você estende alongando as fases marítimas.
O que costuma comandar o caminho crítico num projeto portuário?
As licenças de dragagem e a janela de disponibilidade da draga no início, depois o recalque do aterro, depois a fabricação dos portêineres e a viagem do navio de carga pesada. Quase nada disso está sob controle da construtora, e é por isso que cada item tem barra própria no gráfico.
Quanto tempo leva a entrega de portêineres?
A fabricação costuma levar de 12 a 18 meses a partir do pedido, mais a viagem e várias semanas de montagem, ensaio de carga e comissionamento por guindaste. Encomendá-los é uma decisão de cronograma, e não de suprimentos.
Dá para usar numa ampliação em vez de um terminal novo?
Dá. Tire as linhas de aterro e mantenha a dragagem do berço, os trilhos, a entrega dos guindastes e o TOS — é aí que vive a maior parte de um programa de ampliação, com a restrição adicional de trabalhar ao lado da operação em curso.
O modelo de terminal portuário é gratuito?
Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.