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Cronograma de plantio e colheita da safra

Um modelo gratuito de cronograma de plantio e colheita para uma safra que genuinamente não se move. Planejamento de entressafra, análise de solo, insumos e revisão de máquinas; uma janela de semeadura aberta pelo vazio sanitário e delimitada pelo ZARC, e não pelo desejo do gestor; a semeadura distribuída entre talhões porque uma única frota atende todos; uma sequência de estádios fenológicos com as aplicações penduradas nesses estádios, e não em datas; depois a colheita liberada pela umidade do grão e pelos períodos de carência, com secagem e armazenagem definindo a velocidade com que dá para colher. E, no Brasil, uma amarração extra: a data em que a soja sai do campo é a data em que a segunda safra pode entrar.

Prévia do modelo com as fases em uma linha do tempo

O que o modelo contém

Quase todo cronograma negocia com suas restrições. Um ano agrícola não: a biologia define a sequência, o clima define a janela e a norma fecha as bordas. O modelo mantém os três visíveis:

Quem usa este modelo

Gerentes de fazenda, agrônomos e produtores usam este cronograma para planejar a safra em torno de janelas biológicas e climáticas, em vez de datas fixas. Ele vincula a semeadura à temperatura do solo, agenda pulverizações por estágio de desenvolvimento e trabalha de trás para frente, da umidade de colheita à capacidade de secagem e armazenagem, ajudando a alinhar mão de obra e maquinário quando a cultura estiver de fato pronta.

O calendário não é seu. Três instrumentos com data fecham a janela antes de qualquer decisão agronômica. O vazio sanitário da soja é um período legalmente fixado, definido por norma estadual na maioria dos estados produtores, em que não pode haver planta viva de soja no campo, é um bloqueio duro, com fiscalização e multa, e é ele que define o primeiro dia possível de semeadura. O ZARC define, por município, tipo de solo e ciclo de cultivar, os períodos de semeadura de menor risco climático, e não é apenas orientação técnica: semear fora da janela indicada costuma custar o enquadramento no crédito rural e a cobertura do seguro agrícola, o que transforma uma decisão de campo em decisão financeira. E, na outra ponta, o período de carência de cada produto aplicado define a data mais cedo em que aquele talhão pode ser colhido. Atrás disso ainda existe um limite físico: a capacidade de secagem e de armazenagem. Se você seca vinte toneladas por hora, não adianta colher mais rápido do que isso por muito tempo. E como a mesma frota e a mesma equipe atendem todos os talhões, o plano é, no fundo, um problema de sequenciamento.

Como adaptar

  1. Ponha as datas do vazio sanitário do seu estado como barra bloqueada no início do gráfico, e não como nota. Elas mudam de estado para estado e podem mudar de safra para safra.
  2. Puxe a janela de semeadura do ZARC para o seu município, o seu tipo de solo e o ciclo da cultivar que você comprou, e confira se é essa mesma janela que consta na sua proposta de crédito e na apólice do seguro.
  3. Divida a semeadura em talhões precoces, principais e tardios dimensionados pelo seu rendimento diário real. É isso que mostra se a frota fecha dentro da janela ou se falta prestador.
  4. Pendure cada aplicação em uma barra de estádio fenológico, e não em uma data. Quando a safra adianta ou atrasa, as aplicações andam junto com a lavoura.
  5. Acrescente uma barra por cultura se você tem mais de uma. Soja, milho e algodão disputam a mesma semeadora, o mesmo pulverizador e a mesma colhedora, e essa disputa é o ponto do gráfico.
  6. Marque o período de carência de cada produto entre a última aplicação e a colheita do talhão. É restrição legal e contratual, e é o que impede colher um talhão pronto.
  7. Dê à capacidade de secagem uma barra própria atravessando a colheita. Se ela é mais curta que as barras de colheita acima, a armazenagem é a sua restrição e o cronograma precisa dizer isso.
  8. Coloque a segunda safra no mesmo gráfico. A data em que a soja sai é a data em que o milho entra, e o atraso de uma semana na colheita é uma semana a menos de janela para a safrinha.

Dicas de cronograma

Este modelo está em português. Páginas relacionadas ainda não traduzidas abrem em inglês.

Perguntas frequentes

Como montar um cronograma de plantio e colheita no Brasil?

Comece pelas datas que você não controla: o vazio sanitário do seu estado, a janela de semeadura do ZARC para o seu município e cultivar, e a umidade de colheita. Depois encaixe a frota entre elas. A sequência agronômica entre esses dois pontos é definida pela cultura, e não pela preferência de quem planeja.

O que é o vazio sanitário e como ele entra no cronograma?

É um período fixado por norma, adotado pela maioria dos estados produtores de soja, em que não pode existir planta viva de soja no campo, a finalidade é quebrar o ciclo da ferrugem asiática. Como as datas são publicadas e fiscalizadas, ele funciona como um bloqueio duro no início do gráfico: define o primeiro dia possível de semeadura e, indiretamente, toda a cadeia até a segunda safra. Confirme as datas do seu estado a cada safra, porque elas variam.

Por que o ZARC importa para o cronograma, e não só para a agronomia?

Porque o zoneamento agrícola de risco climático indica, por município, tipo de solo e ciclo de cultivar, os períodos de semeadura de menor risco, e o enquadramento no crédito rural e na cobertura do seguro agrícola está atrelado a semear dentro da janela indicada. Isso torna a janela uma restrição contratual com data, e não uma recomendação técnica que se possa flexibilizar em um ano apertado.

Por que as aplicações são amarradas a estádios e não a datas?

Porque fungicida e herbicida só funcionam dentro de uma janela estreita em torno de um estádio específico. Se a safra adianta duas semanas, as aplicações adiantam junto, por isso o modelo pendura as barras de aplicação nas barras de estádio fenológico, e não no calendário.

O que é o período de carência e como ele afeta a colheita?

É o intervalo mínimo, definido no registro de cada produto, entre a última aplicação e a colheita. Ele existe para garantir resíduo dentro do limite permitido e é obrigatório. Na prática, ele fixa a data mais cedo em que cada talhão pode ser colhido, o que pode ser mais restritivo do que a própria umidade do grão, e por isso aparece como barra no modelo.

O que limita a velocidade da colheita?

Normalmente secagem e armazenagem, e não a colhedora. Se a capacidade do secador é menor que o ritmo de chegada do grão, a colheita precisa desacelerar, por isso a barra de secagem fica no gráfico ao lado das barras de colheita, e não em uma planilha separada.

O modelo de cronograma de safra é gratuito?

Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.

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