O que o modelo contém
Repare que a barra de consulta atravessa quase todo o gráfico, e que a fase de registros de incidentes e quase acidentes não comprime. As duas coisas são deliberadas:
- Escopo, contexto e diagnóstico, Fronteiras do sistema de gestão de SSO, quem são os trabalhadores e as demais partes interessadas, diagnóstico contra a norma, a política de SSO, o levantamento do que já existe por obrigação legal, PGR, PCMSO, CIPA, laudos, , e a escolha do organismo certificador acreditado pelo Inmetro, momento em que as duas datas de auditoria são reservadas. Marco: escopo e política de SSO aprovados.
- Identificação de perigos e avaliação de riscos, O motor do sistema: mapear atividades e tarefas, identificar perigos em trabalho rotineiro e não rotineiro, aplicar a hierarquia de controles, e construir ao lado o registro de requisitos legais e outros requisitos. É aqui que o inventário de riscos do PGR e o plano de ação da NR-1 se encaixam, em vez de virarem um documento paralelo. Marco: registros de perigos e riscos aprovados.
- Consulta e participação dos trabalhadores, Agendada, e não presumida. Representantes eleitos, a CIPA constituída e em ciclo de reuniões com atas, comissão ou fórum de SSO com regimento, consulta aos trabalhadores sobre o levantamento de perigos e sobre a minuta de objetivos, e um exame deliberado do que impede as pessoas de participar. Marco: arranjos de consulta em operação.
- Objetivos, controle operacional e emergência, Objetivos derivados dos riscos avaliados, com metas e donos nomeados, controles operacionais para tarefas de alto risco, permissão de trabalho e gestão de contratados, treinamentos de competência e integração, saúde ocupacional em dia pelo PCMSO, e o simulado de emergência. Marco: controles operacionais e simulado concluídos.
- Operar, registrar incidentes e quase acidentes, A fase que não encurta: rodar o sistema tempo suficiente para que relatos de incidente, registros de quase acidente, investigações, ações corretivas fechadas, emissão de CAT quando aplicável, os eventos de SST transmitidos ao eSocial e uma avaliação de atendimento a requisitos legais de fato existam para serem amostrados. Marco: registros de incidentes e quase acidentes disponíveis.
- Auditoria interna, análise crítica e auditoria em duas fases, Auditoria interna e suas ações corretivas, a análise crítica pela direção, e então a fase 1, a janela de ação corretiva e a fase 2. Marco: certificado ISO 45001 emitido.
Quem usa este modelo
Gestores de saúde e segurança e equipes de EHS usam isto para certificar um sistema de gestão de saúde e segurança ocupacional pela ISO 45001. Ele cobre registros de perigos e riscos, fóruns de consulta aos trabalhadores e registros de incidentes ao longo do cronograma de auditoria de Estágio 1 e 2, servindo a operações de construção, indústria e logística que formalizam sua gestão de segurança.
Como adaptar
- Contrate o organismo certificador cedo e fixe a data da fase 2; tudo antes dela passa a ser contagem regressiva, e não estimativa.
- Confirme que o organismo é acreditado pela CGCRE/Inmetro para o escopo do seu setor, certificado emitido por organismo não acreditado costuma não ser aceito por cliente nem em licitação.
- Amarre as linhas de levantamento de perigos ao inventário de riscos do PGR em vez de manter dois documentos. Duplicar isso gera divergência, e a divergência é achado de auditoria dos dois lados.
- Expanda as linhas de identificação de perigos para uma por site, setor ou atividade de alto risco, uma linha única esconde o esforço real.
- Ajuste o ciclo de reuniões da comissão à sua realidade e mantenha a barra rodando depois da fase 2; o auditor procura continuidade, e não um surto de reuniões.
- Mantenha ao menos seis semanas entre a fase 1 e a fase 2, para que as ações corretivas levantadas na fase 1 possam de fato ser fechadas.
- Alongue a fase de operação se o seu volume de incidentes for baixo, é preciso registro suficiente para que uma tendência apareça.
- Acrescente linhas para eleição da CIPA, exames periódicos do PCMSO, inspeções legais ou visita de fiscalização que caiam dentro da janela, porque disputam as mesmas pessoas.
Dicas de cronograma
- Agende a consulta, não presuma. Representantes nomeados, ciclo de reuniões e atas são evidência; página em intranet não é.
- Cubra o trabalho não rotineiro. Manutenção, parada, tarefa de contratado e emergência são onde os inventários de perigos ficam visivelmente rasos.
- Use a hierarquia de controles de forma explícita. O auditor vai perguntar por que você escolheu EPI em vez de eliminação ou substituição, e espera resposta registrada.
- Estimule o relato de quase acidentes cedo. São os registros que a fase 2 amostra para ver se o sistema é usado, e levam meses para se acumular com honestidade, contagem de quase acidentes subindo é sucesso, e não fracasso.
- Não trate a certificação como quitação legal. PGR, PCMSO, CIPA, laudos e eventos de SST do eSocial continuam sendo obrigação, fiscalizada por outro caminho e com outras sanções.
- Mantenha as quatro normas ISO distintas. ISO 45001, ISO 9001, ISO 14001 e ISO 27001 compartilham a mesma estrutura de alto nível e podem ser auditadas juntas, mas são quatro certificações acreditadas separadas, com conteúdos diferentes.
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Este modelo está em português. Páginas relacionadas ainda não traduzidas abrem em inglês.
Perguntas frequentes
Quanto tempo leva a certificação ISO 45001?
Comumente de dez a dezesseis meses partindo do zero, e o modelo usa cerca de dezessete meses. As partes que resistem à compressão são o trabalho de levantamento de perigos e riscos na frente e o período de operação no fim, que gera os registros de incidentes e quase acidentes para o auditor amostrar.
A ISO 45001 substitui o PGR, o PCMSO e a CIPA?
Não, e essa é a confusão mais cara nessa área. As normas regulamentadoras são obrigação legal brasileira: o PGR, com inventário de riscos e plano de ação, vem da NR-1; o PCMSO cuida do controle médico ocupacional; a CIPA vem da NR-5; e os eventos de SST do eSocial precisam ser transmitidos independentemente de qualquer certificado. A ISO 45001 é uma certificação voluntária que organiza um sistema de gestão em torno disso. Bem feita, ela aproveita os mesmos levantamentos e os mesmos registros; mal feita, cria um segundo conjunto de documentos que contradiz o primeiro.
Por que a consulta aos trabalhadores é agendada como trabalho real?
Porque a norma exige. A ISO 45001 pede que a organização consulte os trabalhadores, inclusive os não gerenciais, e viabilize a participação deles em coisas como identificação de perigos, avaliação de riscos, definição de controles e investigação de incidentes, e que remova obstáculos a essa participação. Isso significa representantes, comissão, ciclo de reuniões e registros, tudo com data, por isso o modelo dá barras a esses itens em vez de uma linha de comunicação.
Qual a diferença entre ISO 45001, ISO 9001, ISO 14001 e ISO 27001?
Compartilham a mesma estrutura de sistema de gestão e a mesma mecânica de auditoria em duas fases, mas o conteúdo é inteiramente diferente. A ISO 45001 é saúde e segurança ocupacional, a ISO 9001 é qualidade, a ISO 14001 é meio ambiente e a ISO 27001 é segurança da informação. As quatro são certificações acreditadas distintas, com escopo e certificado próprios, e evidência de uma não satisfaz a outra. Vale registrar também que o SOC 2 não é norma ISO: é um relatório de asseguração emitido por auditor independente segundo os critérios do AICPA, veja a linha do tempo de conformidade SOC 2 se for isso que você precisa.
Dá para rodar um sistema de gestão integrado com várias normas?
Dá. Um sistema integrado é a forma de rodar uma vez, e não quatro, as cláusulas compartilhadas, política, contexto, auditoria interna, análise crítica, informação documentada, e os organismos costumam auditá-las em visita combinada. Isso não funde as certificações: você continua com certificados separados, contra normas separadas, com escopos separados, e o conteúdo específico de cada norma continua específico.
Quantos registros de incidente são necessários antes da fase 2?
Não há número fixo, mas o auditor amostra buscando evidência de que o processo é usado e de que os achados levam a ações fechadas. Sistema sem nenhum relato de quase acidente é lido como problema de relato, e não como site seguro. Rode o relato por vários meses antes da fase 2, para que haja tendência, investigações e ações corretivas verificadas.
O modelo de certificação ISO 45001 é gratuito?
Sim. Downloads gratuitos em Excel, PowerPoint e CSV, e edição online gratuita, sem cadastro.